domingo, 11 de junho de 2017

#weddingmode: igreja, sim ou não?



Depois de saberem em que data celebrar o vosso amor é muito importante definirem que tipo de casamento querem. Casar pela igreja ou casar pelo civil faz toda a diferença para avançar para os passos seguintes. Muitos casais sabem já o que querem mesmo antes de ter existido um pedido de casamento mas se ainda não tiver existido nenhuma conversa nesse sentido, é muito importante que o façam agora!

Neste ponto, o meu maior conselho vai para escolherem o que vos fizer sentir melhor. Eu e ele tivemos uma educação religiosa desde sempre, aliás, conhecemo-nos no colégio católico onde estudámos grande parte da nossa vida. Ainda assim, o tempo foi passando e, embora essa tenha sido a escolha que os nossos pais fizeram para nós, actualmente não sentimos que precisássemos da aprovação da igreja para formalizar a nossa relação. Vivíamos juntos há já 2 anos quando o pedido foi feito, e o casamento nunca foi um objectivo até estarmos juntos. Para ele talvez nunca tenha sido essencial, na verdade, mas para mim, depois de vivermos juntos fazia todo o sentido que acontecesse... não por precisar de um papel assinado, não para ter a aprovação de todos. Queria um dia para nós. Marcar uma data, celebrar com as pessoas que realmente são importantes para nós, ter um dia diferente de tudo. Eu já o queria há algum tempo, ele sentiu que era a hora certa de darmos uma festa ao nosso amor e eu aceitei.

Sabíamos que a igreja não era um espaço que nos fizesse celebrar de forma descontraída e leve como tanto desejávamos e em sintonia escolhemos o casamento civil. O problema é que também o casamento civil, aos nossos olhos, tinha muitos contras. Muitas formalidades, leituras de contratos, moradas, números de bi's e etc que não desejávamos de todo ter no nosso dia. Eliminar o momento de assinar os papeis estava fora de questão por todas as expectativas de familiares e amigos à nossa volta. "Se não houver o casamento, então é só uma festa" diziam eles e com alguma razão. Apenas tínhamos estado presentes num casamento civil e não fazíamos grande ideia de como podíamos dar a volta à situação até que uma amiga, que viria depois a ser nomeada madrinha, me falou de uma conservadora que dava um carácter muito humano à cerimónia, com leituras personalizadas e com toda a liberdade para organizarmos a cerimónia do nosso jeito. Sabíamos que esta iria ser a nossa escolha. Não conhecíamos mais ninguém que nos pudesse ajudar, nunca tínhamos assistido a nenhuma cerimónia celebrada por ela, mas seguimos em frente, confiámos. E confiámos muito bem. Tivemos uma reunião com a conservadora cerca de um mês antes do casamento e combinámos tudo o que queríamos. O alinhamento da cerimónia acabou por ser organizado por nós, com leituras do meu avô, do irmão (e padrinho) do noivo, das madrinhas e dos pais dos dois, assim construímos um casamento feito para nós, escrito para nós, verdadeiro, com uma carga sentimental que por vezes se revelou perigosa tal era a quantidade de lágrimas derramada por todos!




Apesar de quase tudo poder ser tratado por email, foi importante reunir com a conservadora antes do casamento. Aliás, é até uma exigência dela para que possa conhecer melhor os noivos e a sua história e, desta forma, moldar o casamento à nossa imagem. Para perceberem o detalhe a que chega a dedicação da conservadora, ela leva para o casamento alguns textos que, dependendo da forma como o casamento se desenrola, escolhe na hora qual deverá ler.

Se a vossa escolha recair pela celebração na igreja, também é muito importante a escolha da igreja e do padre. Acima de tudo, em qualquer um dos casos, convém que falem com ele, que expliquem o que pretendem, se querem um casamento longo, ou se preferem uma cerimónia mais curta. Na minha opinião, atribuir algumas leituras a familiares ou amigos, sejam eles padrinhos ou não, faz toda a diferença. Esses são os momentos que vão recordar com maior carinho. Mesmo que as pessoas que vocês escolheram torçam o nariz, vão ver que é só fita e que não se vão arrepender de ter aceite a proposta que lhes fizeram.

Quando já tiverem decidido a data e se irão casar pelo civil ou pela igreja, convém tratar de tudo o quanto antes para garantirem que as pessoas envolvidas têm disponibilidade para a vossa data.
Outro ponto importante é a modalidade em que vão casar, se casam pelo regime geral, ou se querem fazer uma convenção antenupcial. O regime geral é a comunhão de bens adquiridos, pelo que, se pretendem a total comunhão de bens ou a total separação de bens, deverão fazer uma convenção antenupcial e pagar uma taxa extra. Esse é, mais uma vez, um assunto que deve ser falado e decidido em conjunto.

Também nesta altura, no caso do casamento civil, deverão decidir se mantém os vossos nomes de solteiros ou se optam por alterar.

fotografias: Momento Cativo

m.*

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