sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Gadanha Mercearia



Hoje deixamos o Alqueva na memória e subimos um bocadinho mais no nosso Alentejo até Estremoz onde nos espera uma refeição diferente daquelas (igualmente deliciosas) que encontramos nos restaurantes típicos alentejanos.

O espaço que hoje vos apresentamos, pode-se dizer, é um três em um: restaurante, garrafeira e mercearia, e lá temos o prazer de degustar os melhores petiscos, acompanhados dos melhores vinhos da região, e trazemos para casa pão caseiro, conservas, vinhos, enchidos, etc.
Gadanha Mercearia, é um restaurante algo diferente do que se vê por lá. E já um bocadinho cheios de comer pratos pesados, de carne, tradicionais e irrefutavelmente apurados, foi lá que encontramos o encanto de uma comida mais arrojada, que alia a nossa tradição a técnicas mais ousadas e com uma apresentação irrepreensível.

A nossa mesa ficou a meio caminho da cozinha, na garrafeira. E cercados de garrafas com vinhos da região e do resto de Portugal, o ambiente foi intimista e elegante, ainda assim muito confortável e descontraído. Fomos logo recebidos com o pão caseiro, azeite e azeitonas, que nos foram aconchegando o estômago enquanto esperávamos pelo prato principal que tão bem tínhamos escolhido.
Para cortar todos os dias de pratos de carne que estavam para trás, aqui optámos por um bacalhau e um prato vegetariano. Dizem que as bochechas de porco preto são divinais e ficou a vontade de experimentar as costeletas de borrego com migas de espargos, mas para primeira vez ficámo-nos pelo lombo de bacalhau confitado em azeite, com crosta de ervas aromáticas, esparregado e batata nova e por hummus em cama de pão tostado, pimentos assados e mix de alfaces. Ambos os pratos estavam deliciosos e foram mesmo aquela lufada de ar fresco que estávamos a precisar depois de tantos dias de comida tradicionalmente (pesada) portuguesa.











E não queríamos sair de lá a rebolar, não. Já por isso não escolhemos nenhuma entrada apesar de termos piscado o olho aos legumes fritos em tempura com maionese caseira ou à farinheira de porco preto em cama de esparregado com ovos de codorniz. Mas no fim a tentação falou mais alto, esquecemos que já estávamos completamente satisfeitos com os pratos principais e aceitámos a sobremesa... É que sendo avelã das minhas coisas predilectas, e chocolate aquela tentação que já se sabe, como podia resistir a texturas cremosas e crocantes de chocolate e de avelã? Não tinha alternativa, e tenho para mim que a fotografia fala por si e que não precisaria dizer muito mais sobre esta sobremesa que tanto tem de bonita como de maravilhosa. No fundo é um mix delicioso das mais variadas texturas de chocolate e avelã, do creme ao caramelo, do suspiro ao gelado. E mais nem sei dizer...

Foi assim que terminámos a nossa refeição que foi um verdadeiro deleite gastronómico, e seguimos viagem até ao nosso último ponto de repouso pelo alentejo que é uma excelente continuação deste capítulo mais arrojado e elegante. Não dizem que o melhor se guarda para o fim?

m.*

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