sábado, 18 de julho de 2015

Em jeito de desabafo #1

O Lennynho velho e acabado

Há concertos e concertos. E este não foi um desses, bons agradáveis, tolerável. Há nomes que se carregam a vida inteira, garantia de boa música, de um bom espetáculo. E outros que simplesmente o levam para o túmulo, bem lá no fundo, escondido debaixo de muita terra, num caixão barato e monótono.

Foi a terceira vez que vi Lenny Kravitz. E se não tinha gostado da segunda, esta não a superou. Foi um concerto fraco, entediaste, com minutos infindáveis de instrumentais parados no tempo, sempre iguais, sempre os mesmos. E nem uma vinda para junto do público o trouxe à superfície, Só ele vibrou, entusiasmado com uma multidão exausta de o ter ouvido tão pouco em tanto tempo de palco.

O Lenny acha que é o mesmo, que os anos não passam por ele, e o público deve achar o mesmo. Que ele é sempre garantia de qualidade, não é. Não é, mesmo! Dia esgotado para ouvir 7 ou 8 músicas e longos minutos de bateria. Valeram-lhe os poucos êxitos que tocou no fim, com esquecimentos de letras pelo meio e com a nova música New York deixada em casa, num sítio algures, bem longe do Cabedelo. Será que ele consegue distinguir a diferença de envolvimento do público nas músicas mais conhecidas e que num concerto de festival era isso mesmo que tinha que se limitar a fazer? Duvido. Acho que ele gostou. Nós não.

m.*

2 comentários:

  1. Por acaso nunca foi um concerto que me fizesse chorar por não poder ir mas fico com imensa pena que não tenham gostado :/

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  2. Vi-o no Rock in Rio em direto em casa e até adormeci. Não sei se é esse o segundo a que se referem mas aí já achei fraquinho. Gosto de Lenny até, mas os concertos para ele já deram o que tinha a dar na minha opinião.

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