terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A Cevicheria



O espaço é pequeno. Dentro daquelas quatro paredes poucas mesas existem, mais uns lugares ao balcão para observar a detalhe a técnica dos chefes a preparar os tão fabulosos ceviches. Mas é dentro daquelas quatro pequenas paredes, com mesas repletas de gente ávida por degustar os sabores do mar, que se vivem momentos verdadeiramente inesquecíveis.

Fomos as primeiras a chegar. 12h30 em ponto e lá estávamos nós, prontas para nos resguardarmos da chuva e provarmos o tão famoso ceviche da Cevicheria. A ideia era petiscar alguma coisa, fazer tempo antes de almoçarmos verdadeiramente porque ainda era muito cedo. Muito embora nos tivéssemos levantado às 4h30 desse dia, já havíamos tomado 3 pequenos almoços e, por isso, o almoço previa-se tardio.
A Cevicheria era aquele sítio por nós já tão aguardado. Em cada ida a Lisboa, toca a espreitar lá para dentro, admirar o enorme polvo que preenche o tecto e... voltar para trás! Sempre cheio, com uma movimentação frenética, sempre batemos com o nariz na porta. Desta vez sabíamos que não seria assim, faríamos de tudo para tornar esta experiência uma realidade.
Hoje escrevemos este post, olhamos para as fotografias e pensamos: foi mesmo uma excelente refeição! Daquelas tão boas que nos focamos mais em vivê-la do que em fotografá-la!

Por tudo isto, hoje começamos esta nossa sugestão pelo fim: é um sítio que merece mesmo (mesmo!!) uma visita, porque por muito que tentemos descrever com o maior rigor do mundo o que ali se vive, nunca será igual a ter lá estado!

E estas experiências fazem-se sempre de detalhes engraçados. Uma carteira que cai, uma indecisão na bebida, um pedido especial que obriga a pedir informações ao chefe, mas há também aqueles detalhes que só existem quando nos deixamos levar pelo momento, quando apreciamos realmente o que estamos a viver e esquecemos tudo o resto. Que isto é uma cevicheria, que temos um blog onde queremos relatar tudo... pois, não comemos ceviche! Sabem quando entram num restaurante e pensam que sabem o que vão comer e depois, quando confrontados com a lista, ficam tão obcecados em experimentar mil coisas que escolhem uma que não tem nada a ver com o que pensavam inicialmente?







Quinoto de polvo. Foi essa a nossa escolha. Talvez influenciadas pelo enorme polvo que nos cobria, talvez por ser a escolha mais consensual para os nossos gostos tão distintos. As razões podiam ser inúmeras, o resultado só poderia ser indiscutível. A maravilhosa junção dos sabores do mar com a quinoa, alternados com a frescura das ervilhas de quebrar e como terminação um presunto pata negra absolutamente fenomenal, só podiam fazer deste um prato verdadeiramente inesquecível.
O couvert de manteiga de choco e broa de milho caseira intercalada com milho peruano anunciava já uma excelente dança de sabores, daquelas que se fazem de vários ritmos, ora mais lento, ora mais devagar, com a chegada do quinoto não restaram dúvidas: temos que voltar!

m.*
L.<3

1 comentário:

  1. O Kiko é um chef e tanto e acima de tudo uma pessoa super inspiradora :)
    A cevicheria está na wishlist desde que abriu não fosse o Talho um dos nossos restaurantes favoritos.

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