sábado, 4 de janeiro de 2014

Há duas sem três: Na neve.




Fico super contente por me caberem a mim as honras deste primeiro post de 2014. 
A verdade é que já vem tarde...vem tarde porque hoje já é dia 4, mas mais do que isso, tarda porque é sobre a grande aventura que foi o meu fim de semana passado(ainda 2013). 
Levei quase uma semana a recuperar o fôlego, ou melhor, levei quase uma semana para recuperar as dores que se apoderaram de todos os músculos do meu corpo. Só agora me sinto plena de capacidades para relatar a experiência sem a influência de um corpo dorido que teimou em relembrar-me o quanto eu deveria ser mais ativa durante o resto do ano (sempre útil um lembrete destes em época de resoluções para o novo ano).
Lancei-me com a R. e com os nossos respectivos naquela que foi uma das aventuras mais radicais da MINHA vida. E reforço MINHA, porque para a R. isto das idas à neve já é uma banalidade, repetida todos os anos, há pelo menos 7 seguidos. De Baqueira à Serra Nevada, as pistas são todas dela, qualquer que seja a cor... 
O destino escolhido para o meu batismo nestas lides foi San Isidro, para muitos o melhor sítio para esquiar no que toca à relação distância/qualidade da estância.

Fomos na sexta ao fim do dia debaixo de um temporal imenso. Chegamos já bastante tarde e apressamo-nos a aproveitar as poucas horas de descanso que nos restavam. O "deitar cedo e cedo erguer" impera quando se trata de férias na Neve.




O Sábado foi o nosso primeiro dia propriamente dito. 
Acordar de madrugada, vestir o equipamento que me pôs em modo chouriço, ajustar as botas aos meus esquis, alugar bastões para a minha altura, comprar os forfaits, calçar as botas, pôr o capacete, colocar os óculos, e depois pegar na tralha toda e carregar do carro até à neve...tudo com aquelas botas enormes calçadas que nos dão o caminhar mais ridículo e desconfortável que alguma vez experienciei. Excusado será dizer que, com a falta de preparação que tenho e a preguiça que me caracteriza, mal pousei o pé na neve, ainda não tinha calçado os esquis, e já estava completamente acabada.





Valeu-me a minha exigente professora privada, a super pro do esqui, a R.

Com a determinação que todos lhe conhecem, fácil será de imaginar que não me deixou desistir nem ser controlada por medos em momento algum...aparentemente o segredo estava em colocar os esquis em cunha. Teoricamente isso seria a minha ferramenta de controlo, mas rapidamente esta teoria tão simples, se revelou numa prática complicada. A "cunha" que eles tanto me berravam para me ajudar, quase sempre terminava nos esquis cruzados um em cima do outro, que por sua vez resultavam no único escape possível para me parar: rabo no chão.
Foi assim nas primeiras horas mas rapidamente as técnicas começaram a engrenar e as descidas repetiam-se, umas com maior outras com menor controlo da situação, gradualmente com menos quedas.




No final do primeiro dia, a sensação de cansaço era a maior que senti nos últimos anos. O jantar foi de tapas (como não podia deixar de ser), mas a digestão nem foi devidamente feita pois só conseguíamos pensar numa coisa: cama.


No dia seguinte os músculos já se ressentiam do esforço do primeiro dia, mas a vontade e a adrenalina de retomar as pistas(e os tombos) era superior a tudo isso. 

A R. passou-me o certificado de competência e emancipação na neve e deixou-me a esquiar nas pistas verdes enquanto foi praticar o seu esqui para pistas de nível mais elevado. Na sua ausência entusiasmei-me e ganhei confiança por saber que estava por minha conta e risco. Aprendi a desenrascar-me e a perder qualquer medo. 
No fim do dia sei que ela estava orgulhosa dos meus progressos, apesar do ar tosco e aparentemente descontrolado com que eu me lançava nas pistas.

O regresso, como em qualquer viagem, pareceu mais rápido que a ida, e ao inicio da noite já estávamos de volta às nossas casas. Depois disto seguiram-se os dias de dores e lamúrias até ontem, primeiro dia que me senti preparada para finalmente escrever sobre esta aventura.





Foi duro, foi! Pelo que percebi, não havia forma de não o ser!

Mas eu já só penso quando voltarei a repetir!!!

L.<3

Sem comentários:

Enviar um comentário

© dois igual a três - 2013. all rights reserved. Tecnologia do Blogger.