quarta-feira, 23 de julho de 2014

Marés Vivas.

O fim-de-semana foi de festival e o rescaldo já devia ter chegado ontem, mas a idade já pesa e os sonos já levam mais tempo a repor e organizar, daí este post já tardio.

Fui ao meu primeiro festival com 15 anos, ao mítico Paredes de Coura e ainda hoje consigo lembrar-me do quanto vibrei com todas aquelas novas sensações que uma experiência de festival nos podem proporcionar nessas idades. Foi memóravel, dos concertos à companhia, do campismo aos pic-nics, dos banhos no rio, aos tererés no cabelo...

Passados mais de 10 anos (eu nem me acredito que estou a escrever isto) depois de vários Paredes de Coura, depois de Vilar de mouros, Sudoeste e de Super Bock Super Rock, as emoções são mais calmas e moderadas e os últimos anos têm sido mais "caseiros", aqui bem pertinho, sem sair do Porto, no único festival que nos deixa vir dormir a casa - o Marés Vivas. 

Há pelo menos quatro anos que não falho este festival, e este ano não foi excepção. Faltei ao primeiro dia porque, mais uma vez, a idade já não me permite uma aventura dessas a meio da semana, mas sexta e sábado foram de espírito festivaleiro ao rubro.



Sexta-feira, nem o cansaço acumulado de uma semana de trabalho, nem mesmo a chuva torrencial que teimou em cair sem parar, puderam estragar aquela que foi a melhor noite de todo o festival. Não sou uma fiel seguidora de Clã mas gostei muito do concerto, não conheço mais do que uma música de James Arthur mas ouvir a "Impossible" chegou para satisfazer as minhas expectativas em relação a esse concerto, e a banda que eu esperava que me fizesse valer a noite, ultrapassou largamente tudo o que eu pudesse esperar. James foi, de longe, o melhor concerto da noite e arriscaria mesmo dizer, que o melhor concerto do festival. A entrada em palco de Tim Booth atravessando todo o recinto e rompendo por entre a multidão, criou um clima de entusiasmo e surpresa que ajudaram a entusiasmar o publico mesmo nas músicas menos conhecidas do novo album "Le petite mort". É óbvio que o auge se deu em músicas como "Getting Away with it (All messed up)", "Laid", "Sit Down", "Say Something", "Tomorrow" ou "Sometimes".
Houve ainda direito a "Curse curse" em dose dupla para gravação do vídeo clip onde já ficamos gravadas para a posteridade.



Sábado, aquele que se pode classificar como o dia mais "dengoso" do festival, sem que isto signifique uma má noite, e muito menos maus concertos. Não cheguei a tempo de ver a coroa de princesa da Sónia Tavares no concerto dos The Gift, só mesmo a tempo de ver a tímida e enigmática Beth Gibbons envolver as 25 mil pessoas que ali estavam, com o som intenso, sombrio e melancólico de Portishead. Gosto muito da banda e da música que fazem mas continuo a achar que é concerto para um espaço mais intimista e de lugares sentados, e nunca para um espaço de festival. 
Seguiu-se a simpática, doce e sempre irresistível Joss Stone. Descalça como sempre, de vestido comprido,a transbordar simpatia e com uma beleza natural que fazia qualquer um derreter, Joss Stone esteve irrepreensível. 
Despediu-se com a simpatia com que entrou, distribuindo flores, sorrisos e aplausos ao público presente. 

Foi com toda a certeza a melhor despedida que se poderia ter pedido para este festival... uma despedida que deixou qualquer um de coração cheio, nesta espera que nos resta até ao Marés Vivas 2015.

fotos daqui!

L.<3

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